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MBA Executivo: universidade americana aposta em modelo flexível

Por Priscila Bellini

Por Priscila Bellini

Muitos são os motivos que levam brasileiros a optar pelo MBA (Master of Business Administration). Para alguns, a formação pode significar uma aceleração bem-vinda na carreira, diferencial no mercado e mesmo um impulso extra para garantir cargos melhores. Para outros, essa é a chance de dar uma guinada em outra direção: com o MBA, o candidato pode arriscar mais e apostar na mudança de área.

Tanto na primeira quanto na segunda opção, à primeira vista o MBA parece uma tarefa árdua, que exige dedicação exclusiva. E, a princípio, é verdade: a maioria dos programas de MBA — e das bolsas que beneficiam os candidatos a tais iniciativas — exige dois anos voltados integralmente à formação. É uma experiência imersiva, em que o aluno tem contato com a área desejada em seu aspecto mais prático, com análise de casos e estágios, e conta com uma abordagem que foge do perfil estritamente acadêmico.

Entretanto, para quem não consegue abrir mão dos anos de trabalho e dar uma pausa na carreira, há mais opções à disposição em universidades estrangeiras. Uma delas vem do chamado “MBA executivo”, um modelo que permite unir o curso à rotina de trabalho. Na prática, isso significa diminuir a frequência das atividades presenciais e torná-las mais intensas, além de oferecer métodos alternativos para os alunos.

São os mesmos professores, os mesmos cases analisados, o mesmo diploma. Só que, em um deles, você trabalha e faz a viagem de ida e volta até a universidade todo mês

Na Universidade de Virginia, nos Estados Unidos, essa tem sido uma das apostas da Darden School of Business. A instituição, fundada por Thomas Jefferson em 1819, identificou uma oportunidade para quem sonhava com o MBA, mas não tinha condições de se dedicar com exclusividade a ele. Hoje, como o reitor Scott Beardsley destaca, a universidade oferece um “formato diferente, com o mesmo diploma”.

No caso da Darden, cuja sede fica em Charlottesville — em uma construção  tida como patrimônio mundial pela UNESCO — isso significa combinar aulas presenciais intensivas, parte do curso exclusivamente disponível online, com encontros espaçados, ainda que regulares. Quem opta pelo Executive Program em Charlottesville, campus original da universidade, deve se deslocar até lá uma vez ao mês, de sexta a domingo. Já os candidatos que escolhem o campus em Washington D.C. têm o intensivo mensal de quinta-feira a sábado. “São os mesmos professores, os mesmos cases analisados, o mesmo diploma. Só que, em um deles, você trabalha e faz a viagem de ida e volta até a universidade todo mês”, sintetiza ele.

Outro componente importante é a exigência de atividades que vão além da sala de aula física, e que são realizadas por uma plataforma online. Mesmo à distância, os alunos dispõem de professores que expliquem e aprofundem o conteúdo, e podem interagir durante a apresentação do tema. “O professor vai até um estúdio e conduz a aula, e consegue ver os nomes dos alunos que estão online e suas imagens na webcam. A aula acontece ao vivo, portanto, e o professor pode usar apresentações, ou mesmo escrever no quadro”, explica o reitor. Ele mesmo cursou um doutorado em formato executivo na Universidade da Pensilvânia, enquanto mantinha o emprego full time. O ambiente online já era bastante desenvolvido pela universidade, que disponibiliza vários cursos na plataforma Coursera, a exemplo do “Getting Started: Agile Meets Design Thinking” e do “Strategic Planning and Execution”.

“O propósito é que você continue trabalhando enquanto estuda. Se você está trabalhando full time ou mesmo criando uma empresa, é um programa ótimo”, resume Scott Beardsley. Além da opção executiva, os alunos também podem mesclar o MBA na Universidade de Virginia com experiências internacionais, com períodos em países estrangeiros, como Índia ou Brasil, no Global MBA. É uma tentativa de adaptar a formação ao máximo às necessidades dos alunos e prover alternativas – em Charlottesville ou no restante do mundo.

 

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