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15.09.14

Londres: o centro intelectual do mundo

Londres: o centro intelectual do mundo

Está pensando em estudar na capital britânica? Saiba mais sobre a cidade e conheça opiniões de brasileiros que estão lá. Custo de vida é alto, mas vale a pena!

O famoso ranking da publicação britânica Times Higher Education (THE) elegeu Londres como a cidade que mais abriga universidades de alto nível. Das 400 melhores escolas do mundo, nove estão estabelecidas lá. E não é só: além de ser um dos centros mais cosmopolitas do planeta, a comunidade vibrante e a vida cultural extremamente diversificada fazem da capital britânica um dos destinos preferidos de intercambistas.

Um dia fui a um cinema em que você assistia ao filme dentro de uma banheira de hidromassagem

O Reino Unido tem aproximadamente 400 mil estudantes internacionais. Deste número, 110 mil  moram em Londres – mais do que qualquer outra cidade no planeta. A cada ano, dezenas de milhares de jovens mudam-se para lá em busca das universidades, escolas de negócios, institutos médicos, de arte, design e muito mais, aumentando significativamente a economia da capital. E é por causa desta população flutuante que a cidade vem se tornando a capital do ensino superior mundial.

Os brasileiros Hernani Oliveira e Matias Spektor contam suas experiências de viver em Londres. Hernani é paraense e está recém-chegado à cidade para realizar um programa de doutorado de 4 anos, pela Queen Mary University of London. Já Matias, que atualmente é professor da FGV/Rio, morou em Londres por sete anos, durante o período do mestrado e doutorado.
Hernani londres
Ambos concordam que o ponto alto da cidade é a vida cultural. Hernani conta que já passou por experiências inusitadas. “Um dia fui a um cinema em que você assistia ao filme dentro de uma banheira de hidromassagem! Outra vez, entrei em um bar e as pessoas colavam as bandeiras das línguas que falavam na mesa; você escolhia onde ia sentar e trocava ideia com gente que nunca viu na vida”, conta.

Londres é considerada um importante centro intelectual há mais de 300 anos. “Além de uma vida acadêmica rica, a cidade tem uma vida cultural muito ativa”, ressalta Matias.

No entanto, toda essa diversidade cultural tem um custo alto. “O aluguel é absurdamente caro; é estratosférico”, desabafa Hernani, que paga inacreditáveis 616 libras por mês num quarto com banheiro dividido em East London. Ele explica que a cidade é separada em zonas concêntricas. A Zona 1 é chamada de “The city” e é onde tudo acontece. A Zona 2 é um pouco mais barata, e quanto mais afastado da city você estiver, mais em conta é o preço dos aluguéis. “Tudo depende do quão distante você está disposto a morar, e quanto vale a sua privacidade (dividir banheiro, por exemplo…)”, diz.

Locomoção –  O  transporte é um ponto positivo. A cidade tem cerca de 400 km de metrô, o que significa que a cada 100 ou 200 metros você encontra uma estação. Locomover-se por lá é um pouco caro, mas os estudantes conseguem um cartão de desconto, pagando poucas libras por mês e tendo direito a fazer uso ilimitado. Além disso, é possível conhecer os arredores de ônibus ou trem. Hernani, que só está na cidade há poucos meses, já conseguiu visitar nove cidades diferentes, inclusive Cambridge e Oxford. “Sempre de transporte público”, ressalta.

Tem muitos eventos de graça que você pode aproveitar

Clima – O tão falado clima londrino – conhecido pelas chuvas frequentes e neblinas – surpreendeu Hernani positivamente. “Não sei se é um ano melhor em termos de temperatura, mas não está tão ruim. Peguei muitos dias de sol e poucos de chuva. Acho exagero dizer que o clima é tão ruim”. E o paraense vai além: “Comparado ao de Oxford e Cambridge, tenho a sensação de que o clima em Londres é ameno. É muito melhor do que a maior parte das cidades localizadas na mesma latitude”, explica.

O saldo geral é de que Londres é uma cidade cara, mas ainda que se viva com pouco dinheiro – a maioria dos alunos só dispõem de bolsa de estudos –, vive-se muito bem. Hernani explica que é preciso se adaptar a um outro estilo de vida, e evitar certos luxos como ir a restaurantes, por exemplo. “Tem muitos eventos de graça que você pode aproveitar, e nada impede que você faça a sua própria comida.”

Por Carolina Campos

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