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Intercâmbio no ensino médio: conheça os prós e contras dessa experiência

Por Gustavo Sumares
25.12.2018

A oportunidade de ter uma experiência internacional de estudos antes mesmo da faculdade é interessante. Ao mesmo tempo, o ensino médio é uma época de amadurecimento e fortalecimento de laços de amizade. Vale a pena viajar para estudar fora nessa época?


Bruno Cardoso, aluno do colégio Bandeirantes, viveu de perto essa experiência. Ele aproveitou duas oportunidades de fazer intercâmbio no ensino médio: a primeira foi no programa Young Global Scholars, de Yale; em seguida, ele passou seis meses estudando no ensino médio em Washington D.C.

“Desde pequeno sempre quis adicionar experiências internacionais à minha educação”, conta. Segundo ele, “o grande atrativo foi aperfeicoar de vez meu inglês, algo que sabia que só conseguiria fazer em um pais de língua inglesa”. Nesse sentido, ele considera que a experiência foi um sucesso: “realmente fiquei fluente vivendo o dia-a-dia sem falar português”.

E, naturalmente, esse não foi o único ponto positivo da experiência. “Apesar de eu ter tido muita dificuldade de me enturmar no começo, acabei fazendo alguns amigos com os quais mantenho contato até hoje”, diz Bruno. E ele também cita, como ponto positivo, a oportunidade de conhecer uma nova cultura. “Em DC pude ver neve, viver a vida de subúrbio americano, tendo tudo próximo de onde morava, isso tudo foi enriquecedor”, lembra.

O próprio ambiente escolar dos Estados Unidos também trouxe coisas boas à experiência. Isso porque os cursos estadunidenses de ensino médio costumam dar aos alunos mais flexibilidade de escolher o que querem estudar. Bruno conta que “podia selecionar minhas aulas de uma imensa gama de opções. Assim, fiz filosofia, economia, piano, ciência forense. Todas essas aulas foram muito legais e foi bom poder escolher o que estudar ao invés de ser obrigado”.

O lado negativo de fazer intercâmbio no ensino médio

Essa oportunidade de escolher as disciplicas, porém, acabou gerando problemas depois. “Fiquei atrasado com a matéria do Brasil e tive que correr atrás quando voltei, o que inevitavelmente teve um impacto negativo nas minhas notas”, relembra Bruno. Além disso, ele conta que teve que abandonar projetos extracurriculares que tinha por aqui quando optou por fazer o intercâmbio, o que foi difícil.

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Também pesou o fato de que o ano letivo estadunidense é “invertido” em relação ao nosso (ou seja, ele começa na metade do ano, enquanto por aqui eles começam em fevereiro). Por conta disso, Bruno chegou lá na metade de um ano letivo, o que lhe rendeu menos oportunidades de se envolver com pessoas e projetos, dificultando o processo de se “enturmar”.

E embora ele estivesse determinado, há bastante tempo, a ter essa experiência internacional, mesmo assim o processo teve espaço para inseguranças. “O meu maior medo indo a um high school americano era sofrer preconceito ou algum bullying por ser estrangeiro, algo que nao aconteceu de forma alguma lá, pois há uma comunidade internacional forte”, conta.

Desafios e benefícios

O processo de application para o Yale Young Global Scholars também foi uma experiência desafiadora. Além dos documentos tradicionais (cartas de recomendação, histórico escolar, etc.), a instituição também exigia três essays, e redigir esses essays, foi, para Bruno, “a parte mais difícil do processo, sem dúvida”. “Essa propaganda de si próprio foi algo que eu tive muita dificuldade de fazer sem ficar forçado, e penso que até hoje tenho essa dificuldade, mas ler exemplos de essays foi algo que me ajudou”.

Fica claro, portanto, que a experiência de Bruno fazendo intercâmbio no ensino médio envolveu desafios e um confronto com inseguranças. Mesmo assim, ele também conta que fez boas amizades, teve contato com uma cultura e um modo de aprender diferentes, e adquiriu uma experiência internacional de estudos antes mesmo de entrar na faculdade — há, portanto, muitas coisas boas a se tirar desses desafios.

 

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