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17.09.13

HEC Montreal: MBA para mudar de carreira

HEC Montreal: MBA para mudar de carreira

Rogério Oliveira optou por fazer um curso de um ano em Montreal num momento de transição profissional

O paulistano Rogério Oliveira, 38 anos, estudou marketing na ESPM. Durante a faculdade, fez estágio na FOX e na Warner e, logo após se formar, foi trabalhar na Editora Abril. Sua carreira deslanchou muito cedo, especialmente depois de entrar para o grupo UOL: passou de gerente a diretor de marketing em apenas três anos. Lá, participou de todo o planejamento da empresa para o novo cenário, diante do estouro da bolha da internet. Aos 28 anos, já era uma referência em internet.

Vendo sua vida profissional ser direcionada naturalmente, Rogério começou a se questionar: Tudo está indo muito bem, mas é isso mesmo o que eu quero para minha vida? Não era. Seu sonho de trabalhar em uma multinacional, em que o marketing fosse o centro da empresa, falou mais alto. Para fazer essa transição na sua carreira, ele decidiu que largaria seu alto cargo no UOL e partiria para uma viagem de um ano com a esposa, para estudar. O destino ainda estava indefinido.

Começou, então, a pesquisar as possibilidades e entendeu que um MBA faria grande diferença no seu movimento de mudança profissional. Contratou um consultor, se preparou para as provas e organizou os applications para dez escolas, nos Estados Unidos, Canadá e Europa. Sua esposa fez o mesmo. No fim, passaram juntos em quatro das universidades. Foi aí que precisaram considerar os prós e contras de cada uma, dentro das suas prioridades e preferências.

Para o casal, pesaram os fatores preço, duração e cidade. “Ficamos um pouco assustados com o valor do curso nas universidades americanas e também não queríamos ficar dois anos longe do mercado de trabalho. Além disso, nos animamos com a possibilidade de morar em um local em que a língua oficial fosse o francês, mas que não fosse uma cidade estudantil”, conta Rogério. Acabaram optando pela escola de negócios HEC Montreal, em que o MBA dura um ano.

Antes de fazer sua matrícula, mesmo sem saber se seria possível, Rogério pediu uma bolsa à universidade e conseguiu uma cobertura de 80% no valor do curso – os outros 20% ele financiou também com a instituição. “Acredito que, para conseguir a bolsa, somaram-se alguns fatores a meu favor: tinha tirado uma boa nota no GMAT, contava com uma ampla experiência profissional anterior, e a HEC Montreal ainda não contava com muitos brasileiros no seu curso de MBA”, afirma.

Na sala de aula, Rogério conheceu colegas do mundo todo, desde América Latina até África, Oriente Médio e Ásia. Ele destaca que a metodologia do curso é bem diferente de tudo o que já havia visto no Brasil. “A discussão de casos reais é muito mais motivadora do que a teoria dos professores brasileiros.” Para ele, a vivência internacional durante esses mais de 12 meses foi seu maior aprendizado. “Posso dizer que me tornei uma pessoa ainda mais flexível depois do MBA”, diz.

Transição
Quando voltou para o Brasil, Rogério teve, como esperava, uma grande evolução na carreira. Negou todas as propostas que recebeu para voltar ao mundo da internet e participou de um processo seletivo na Johnson & Johnson, só para profissionais com MBA. Foi chamado para trabalhar na área comercial, e depois migrou para a de marketing. Logo se tornou gerente do grupo na unidade de negócios, permanecendo na empresa por um total de três anos.

À procura de um ambiente com mais agilidade, Rogério entrou para um projeto da empresa de private equity GP Investimentos focado em startups. Depois de alguns anos, fundou a sua própria empresa: o Movimento Buena Onda, que começou como uma incubadora de negócios sociais e, hoje, incorporada à iniciativa Yunus Social Business Brazil, é focada em realizar consultorias, palestras e workshops sobre felicidade no trabalho para diversas empresas e escolas.

Rogério teve a oportunidade de conhecer pessoalmente o Nobel da Paz bengalês Muhammad Yunus e agora dirige sua iniciativa no Brasil. Ela funciona como uma incubadora para novos empreendedores, uma consultoria para empresas que querem desenvolver seu negócio social e também tem um pilar de educação: um centro criado dentro da ESPM para incentivar o tema. Ainda faz parte do Yunus Social Business Brazil um fundo de investimentos para negócios sociais.

Hoje, Rogério olha para trás e reconhece que o MBA fez bastante diferença naquele seu momento de transição. Para outros que pensam em fazer o curso, ele aconselha a experiência – mas não para todo mundo. “Não vale a pena ir só com a expectativa de conquistar um grande salto de carreira carreira. Hoje, só ter um MBA não garante nada. O curso vale mais para desenvolver o repertório de ferramentas estratégicas e ter uma vivência internacional diversa.”

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