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19.08.13

Dominando o GMAT: Os desafios da Seção Quantitativa

Dominando o GMAT: Os desafios da Seção Quantitativa

O que a seção mede e como se preparar? Confira o texto de Luciana Chamie para a coluna do Dr. Paulo César Moraes

Para elaborar sobre esta seção, tenho prazer em apresentar minha colega de treinamento, Luciana Chamie, que há 17 anos vem impactando os alunos no domínio do quantitativo!

Embora a Matemática esteja entre as disciplinas do currículo escolar que mais colecionam inimigos, é fato que ninguém pode ignorá-la completamente sem sentir sérios desconfortos.

A Seção Quantitativa do GMAT é uma ótima oportunidade para você rever seu relacionamento com a Matemática, pois ela aborda parte do conteúdo do 1º grau e parte do 2º grau, todos já vistos por você na escola. Como aproximadamente 60%, 70% desses conteúdos são de fácil aplicação em situações do dia-a-dia, revisá-los, reaprendê-los (ou aprendê-los pela primeira vez) é imprescindível para um bom desempenho nesta seção, mas, acima de tudo, será extremamente benéfico para sua vida.

O que a Seção Quantitativa mede?
É provável que a maioria de vocês esteja se lembrando daquele amigo ou conhecido que era gênio em matemática, invejando sua facilidade para lidar com equações, teoremas, etc. Acredite, o sucesso dele na seção quantitativa não está garantido, pois ela não mede apenas seu conhecimento matemático e sua habilidade para utilizá-lo na resolução de problemas. Ela avalia também sua capacidade de, sob pressão, raciocinar com objetividade, avaliando custo-benefício, com o objetivo de tomar a melhor decisão possível, habilidades estas indispensáveis para um executivo e que não estão diretamente relacionadas com saber matemática.

Para atingir estes objetivos ela utiliza dois tipos de questão: Problem Solving e Data Sufficiency

I- PROBLEM SOLVING (PS)
São testes de múltipla escolha nos quais seu objetivo é achar a resposta correta dentre as 5 alternativas dadas. É fundamental que você leia atentamente e corretamente o enunciado, digerindo as informações, com foco total na pergunta.

Na Prática:
– não perca o foco da pergunta, caso contrário você responderá o valor de x, quando a pergunta era o valor de y.
-use as alternativas a seu favor, pois apenas uma delas é correta. “Adivinhe” a correta utilizando ordem de grandeza, bom senso, testando-as; não seja perfeccionista.
-Aceite que você não acertará todas, desapegue-se da questão, tome a decisão correta e move-on.

Como se preparar:
-Conheça bem todos os conteúdos abordados pela prova.
-Inicialmente pratique as questões separadas por assunto, sem se preocupar com o tempo, buscando a forma mais rápida de chegar à resposta correta. Não se contente em achar a resposta correta; avalie se a forma utilizada foi eficiente. Em seguida pratique todos os assuntos misturados e por último coloque a limitação/pressão do tempo.
-No seu dia a dia, antes de usar a calculadora, estime o resultado e só então verifique na calculadora.

II- DATA SUFFICIENCY (DS) 
Nessas questões você deve ser capaz de analisar o problema, reconhecer quais informações são relevantes e determinar em que momento há informação suficiente para resolver o problema. Elas testam sua habilidade de formular perguntas através de uma leitura crítica e questionadora.

Na prática:
-As questões te induzem a raciocínios simplistas e imediatistas. Não se precipite, questione a origem das informações com as quais está trabalhando. Elas estão apoiadas no enunciado da questão?
-Em alguns casos o objetivo é testar sua capacidade de explorar e testar diferentes situações para um mesmo problema.
-Não perca tempo resolvendo o problema, você precisar apenas dizer quais informações são suficientes para respondê-lo, se é que são.
-As figuras não estão desenhadas em escala, e elas podem aparentar ser o que não são. Fique atento!

Como se preparar:
– O DS vai contra toda a nossa experiência acadêmica na qual nunca fomos treinados a questionar se as informações dadas eram suficientes ou não. Nossa prática sempre foi ler e sair resolvendo, sem questionar. Por ser, portanto, DIFERENTE de tudo que já fizemos, é comum o DS de início apresentar algumas dificuldades, as quais com treino são facilmente superadas.
-Inicie com questões fáceis e vá gradativamente aumentando o nível de complexidade.

Como buscar um melhor desempenho na Seção Quantitativa
Os dois tipos de questão permitem uma avaliação completa do candidato, pois enquanto no PS você deve se aprimorar em responder perguntas rápida e corretamente, no DS você deve saber formular as perguntas corretas. Para um bom desempenho em ambas, nunca deixe de pensar logicamente utilizando seus conhecimentos matemáticos, e acima de tudo, seja objetivo e raciocine com frieza. Como a prova é adaptativa e responder 37 questões em 75 minutos pode ser impossível, priorize sempre a qualidade e não a quantidade de questões respondidas.

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Luciana M. S. Chamie concluiu sua graduação em Matemática na Universidade de São Paulo (USP) em 1985 e já em 1986 iniciou na UNESP o Mestrado em Educação Matemática, na época o único no Brasil dedicado exclusivamente ao ensino de Matemática. Sua dissertação tratou da difícil relação que a maioria dos alunos tem com a Matemática, procurando identificar suas causas e propondo alternativas. Desde 1996 vem ajudando candidatos ao MBA a maximizarem seus resultados na Seção Quantitativa do GMAT, através de um acompanhamento individualizado e de uma análise global do aluno, abordando suas deficiências tanto de conteúdo quanto de postura diante da prova. Conheça mais em www.gmatbrasil.com.br

Este texto foi escrito por Luciana M. S. Chamie para a coluna Dominando O GMAT, gerida pelo colunista Paulo César Moraes, da Philadelphia Consulting, a qual é sócio fundador. A empresa desenvolveu uma metodologia específica para treinar e maximizar alunos brasileiros nas provas de TOEFL e GMAT, e atua nessa área desde 1996. Dr. Paulo César é também membro da AIGAC, instituição internacional que regula e aprimora o trabalho de consultores em pós-graduação, e, juntamente com seu time de editores, orienta no processo de MBA Admissions das principais escolas internacionais. Ele residiu nos Estados Unidos por nove anos, estudando na Bob Jones University, onde obteve os graus de mestre e doutorado em educação  e trabalhou no BJU Testing Center. Sua dissertação de doutorado, publicada no ERIC Educational Journal, foi sobre o desenvolvimento do raciocínio lógico. É casado com Neusa Maria, sua sócia na consultoria, e tem dois filhos, Felipe Eugênio e Stephanie Eugênia, ambos universitários nos Estados Unidos. Conheça mais da Philadelphia Consulting AQUI.

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