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Como professores podem ajudar seus alunos a estudar fora

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Como professores podem ajudar seus alunos a estudar fora

Fazer graduação no exterior é uma perspectiva interessante para muitos estudantes. Mas muitos alunos no ensino médio sequer sabem que isso é uma possibilidade. E entre os que sabem, muitos carecem de orientação para passar pelo processo de candidatura. Mas há uma série de iniciativas que professores podem tomar para garantir que seus alunos estejam cientes dessa possibilidade e consigam fazer uma boa application.

De acordo com Ana Luiza Grecco, especialista de candidatura do Prep Estudar Fora, não é raro que estudantes de ensino médio, especialmente de escolas privadas, tenham algum grau de informação sobre o processo para estudar fora. Mas eles muitas vezes conseguem essa informação por conta própria, ou com colegas.

Ela conta que ouve com frequência histórias de estudantes que, ao descobrir a possibilidade de estudar no exterior, dedicam bastante tempo e criam projetos com a finalidade de informar seus colegas sobre a oportunidade.

“Ouço várias histórias do tipo: ‘eu descobri [que isso era possível] porque ouvi a história de uma pessoa X, daí comecei a pesquisar sobre o assunto, achei oportunidades de intercâmbio, mas percebi que quase ninguém sabia que isso existia. Aí criei um projeto para espalhar essa informação entre os meus amigos”, conta.

O Prep Estudar Fora é um programa gratuito da Fundação Estudar que prepara jovens de alto potencial para aprovação nas melhores universidades do mundo. Ele atualmente está com inscrições abertas.

Com quais alunos falar sobre estudar fora?

Ana Luiza considera que é interessante que o maior número possível de estudantes saibam que existe essa possibilidade. Isso pode ser mencionado em qualquer momento em que professores ou orientadores pedagócios conversem com os estudantes sobre seus planos de continuidade de estudos ou de carreira.

Se o colégio já teve algum aluno que foi estudar no exterior, pode ser uma boa maneira de trazer o tema. “Essas coisas se retroalimentam: quanto mais alunos já foram, mais alunos [daquele colégio] se inspiram para ir também”, comenta Ana Luiza. Se não, falar sobre brasileiros famosos que tiveram uma experiência de estudos no exterior é uma alternativa.

Perfil dos estudantes

Em particular, Ana Luiza destaca alguns perfis de estudantes que podem se beneficiar mais dessa informação. “Se a gente tá pensando em quem tem mais chance de sucesso, seria aquela pessoa que tá no topo da turma, que é muito engajada, faz perguntas na aula, faz um monte de atividades extracurriculares”, comenta.

Mas esse não é o único perfil. São alunos que ainda não sabem ao certo o que pretendem fazer no futuro, “que se sentem meio limitados pelas opções, que não pensam em fazer vestibular”, por exemplo. OU ainda, estudantes que já sabem exatamente o que querem, e procuram pela melhor maneira de atingir esse objetivo.

No caso deles, Ana Luiza acredita que pode ser interessante conhecer o sistema de estudos de outros países, no qual é possível começar a graduação sem escolher um curso, e direcionar os estudos depois.

E isso vale para estudantes da escola pública também. “Não precisa nem ser o aluno que só tem notas perfeitas. Mas ele precisa ser um aluno engajado com sua comunidade”, avalia a especialista de candidaturas do Prep. As melhores universidades dos Estados Unidos, como Harvard e MIT, são também as com mais recursos para oferecer bolsas de estudo para alunos com esse perfil.

Como falar sobre o tema?

Na visão de Ana Luiza, o cenário de “mundo ideal” seria que as escolas começassem a falar sobre o tema ainda no final do ensino fundamental. Isso permitiria que os estudantes que se interessassem pela ideia já programassem suas atividades no ensino médio com esse propósito. “Pode ter um aluno muito acadêmico que sempre tirou 10 mas nunca participou de uma atividade extracurricular, e aí fica mais difícil para ele entrar”, comenta.

Ela entende, por outro lado, que raramente é possível que as escolas ofereçam  esse nível de orientação e acompanhamento com os alunos, por várias circunstâncias. Mesmo assim, ela considera que seria interessante que a possibilidade fosse levantada em qualquer ocasião em que a escola fale com o estudante sobre planos para o futuro, como em encontros de carreira ou orientação vocacional.

Mas sempre que o professor puder falar diretamente com alunos que ele acredita terem potencial, isso é benéfico. “Acho que é bem importante porque nessa idade a galera é bem insegura. Faz muita diferença ter alguém numa posição de autoridade falando para você ‘eu acredito que você consegue'”, argumenta.

Parte do trabalho de Ana Luiza no Prep Estudar Fora também é compartilhar essas informações. Ela também visita algumas escolas para falar com alunos sobre o curso preparatório gratuito e sobre a possibilidade de estudar no exterior. E em 2020, o próprio processo de candidatura já ensina sobre as etapas para estudar fora, então isso também ajuda quem pensa nisso para o seu futuro.

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