Home » Histórias de Sucesso » Conheça a estudante da UFC aprovada na bolsa Morehead-Cain para estudar nos EUA

Conheça a estudante da UFC aprovada na bolsa Morehead-Cain para estudar nos EUA

Conheça a estudante da UFC aprovada na bolsa Morehead-Cain para estudar nos EUA

Lançado em 2025, o programa Morehead-Cain Global Fellows oferece um intercâmbio de um ano na University of North Carolina at Chapel Hill (UNC) para estudantes de graduação de universidades fora dos EUA. Neste ano, a cearense Ana Livia Rodrigues de Lima, que estuda Biotecnologia na Universidade Federal do Ceará (UFC), é uma das 12 pessoas escolhidas para a bolsa. Ela conversou com o Estudar Fora sobre sua trajetória, sua experiência e suas expectativas:

De Fortaleza a Chapel Hill

Ana Livia, que acabou de completar 22 anos, chegou aos Estados Unidos há dois meses. Os primeiros 15 dias do programa foram passados no estado do Maine, onde ela participou do Outdoor Leadership, programa oferecido pela Morehead-Cain: “Os alunos vão acampar sem nenhuma tecnologia para poderem se conectar como grupo, compreenderem as dificuldades e superá-las. Foi uma experiência difícil, mas recompensadora”, conta.

Já em Chapel Hill, ela elogia as aulas e o ambiente: “As pessoas são muito engajadas na sala de aula, todos participam e mostram que estão dispostos a aprender. A cidade também é ótima, muito tranquila e bonita”, diz.

A jornada escolar de Ana Livia foi toda feita em escolas públicas. Desde o ensino fundamental, ela estudou no Colégio da Polícia Militar do Ceará. É também dessa época seu gosto por música pop e pelas aulas de inglês. “Eu sempre quis estudar fora, tanto para poder exercitar o inglês quanto para ter um pouco mais da autonomia que tantos estudantes têm nos EUA”. Ela, que sempre viveu com a família em Fortaleza, agora passa pela experiência de dividir um dormitório e viver na universidade.  

A bolsa é uma oportunidade totalmente financiada para estudantes que já completaram pelo menos dois anos de graduação. É um programa concorrido, apesar de recente. Ana Livia conta que não se preparou especificamente para a bolsa, justamente por ser um programa muito novo. “Acho que o que fez com que eu me destacasse foram as atividades que fiz na minha vida, que acabaram se encaixando com o que a bolsa queria”, diz.

Trajetória até a UNC

O currículo da estudante tem força: além das boas notas e da participação em competições acadêmicas, Ana Livia tem experiência com voluntariado e liderança. Ela fundou um projeto de ensino gratuito de inglês para alunos de escolas públicas. “Eu fazia o meu máximo para prepará-los tanto para a vida real quanto para o Enem. Meu objetivo era usar uma habilidade que eu tinha, o inglês, para ajudar outras pessoas”, explica.

Ela começou o projeto quando estava no primeiro ano do ensino médio e conseguiu levá-lo adiante até o segundo ano da faculdade. Agora, uma professora coordena a iniciativa, mas Ana Livia ainda participa com frequência. “Acredito que essa visão de identificar um problema na sua comunidade e buscar resolvê-lo é sempre o que vai fazer você se destacar. Acho que esse foi um dos fatores que mais impressionaram na minha aplicação”, pondera.

Outro ponto que a estudante destaca é a participação em duas startups na área de biotecnologia, incubadas no parque tecnológico da UFC. “Uma delas, a Biohealing, trabalha no desenvolvimento de curativos com bioativos para a cicatrização de pacientes diabéticos. A outra, a TaqMol, oferece e desenvolve diagnósticos biomoleculares para pets”, conta. 

Ela considera que o engajamento, desde o começo da faculdade, com pesquisas voltadas à aplicação da biotecnologia em um fim que pretende ajudar a comunidade também foi decisivo para a sua aprovação.

Dicas para quem quer ser aprovado

Para quem também pensa em se candidatar a uma bolsa competitiva como a Morehead-Cain Global Fellows, Ana Livia destaca a importância de desenvolver habilidades fora da sala de aula, com participação em competições, projetos sociais, voluntariado e iniciativas de empreendedorismo. “Esse tipo de atividade desenvolve um lado que não se traduz em notas”, recomenda.

Ela também fala sobre a importância de insistir no sonho, mesmo que o contexto pareça desfavorável: “Essa não foi a primeira vez que me candidatei a uma oportunidade internacional; em outras ocasiões, não fui selecionada. Mas é importante continuar acreditando, principalmente para alunos que vêm de um contexto socioeconômico que envolve a vivência da escola pública, a vivência de um lado menos privilegiado”, conclui.



O que você achou desse post?

Sobre o escritor

Artigos relacionados

Os melhores conteúdos para impulsionar seu desenvolvimento pessoal e na carreira.

Junte-se a mais de 1 milhão de jovens!