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11.02.16

Intercâmbio na Suécia: como aproveitar a experiência nórdica

Intercâmbio na Suécia: como aproveitar a experiência nórdica

Brasileiro que fez intercâmbio no país atuou como embaixador da universidade no Brasil e agora quer engatar um mestrado no exterior

Por Vivian Carrer Elias

O intercâmbio pode ser um período de intenso desenvolvimento profissional, acadêmico e pessoal. Mas, para isso, não basta fazer as malas e viver em um país estrangeiro por um determinado tempo – é preciso tirar proveito das oportunidades que o programa e o país proporcionam.

Olhando para trás, consigo pensar em um Rodrigo antes e outro depois do intercâmbio. Eu mudei totalmente

A trajetória de Rodrigo Pereira, 22 anos, é um bom exemplo de como a experiência é transformadora se levada a sério e vivida com intensidade. O estudante de engenharia ambiental da Universidade Estadual Paulista (Unesp) saiu de Rio Claro, interior de São Paulo, para Estocolmo, na Suécia, onde estudou durante um ano, entre 2014 e 2015, pelo programa do governo federal Ciência sem Fronteiras (CsF).

A preocupação em extrair o máximo da experiência começou com a escolha do destino: Rodrigo optou pela Suécia por ser um país de referência em relação ao meio ambiente. Para se ter uma ideia, Estocolmo é segunda cidade mais sustentável da Europa, atrás apenas de Copenhague, na Dinamarca, segundo ranking da Siemens. Na cidade, 93% das pessoas vão a pé, de bicicleta ou de transporte público ao trabalho.

Os suecos também se destacam na educação. Três universidades do país estão entre as 100 melhores do mundo, segundo a publicação britânica Times Higher Education (THE). O moderno sistema de ensino nacional incentiva o estudante a pensar e discutir as suas próprias ideias – um desafio que Rodrigo considera como um dos maiores aprendizados que teve lá.

Na bagagem da volta ao Brasil, ele trouxe conhecimentos novos em sua área, o domínio do inglês, fotos de muitas viagens pela Europa, um canal no Youtube e o projeto de um mestrado internacional para o futuro. “Olhando para trás, consigo pensar em um Rodrigo antes e outro depois do intercâmbio. Eu mudei totalmente”, avalia.

O intercâmbio me ensinou muito sobre como trabalhar em equipe e desenvolver projetos. Além disso, as aulas lá são muito mais abertas ao debate. O professor, em vez de chegar na sala de aula e falar sem interrupções, propõe um tópico e pede que os alunos discutam sobre o assunto

“O intercâmbio me ensinou muito sobre como trabalhar em equipe e desenvolver projetos. Além disso, as aulas lá são muito mais abertas ao debate. O professor, em vez de chegar na sala de aula e falar sem interrupções, propõe um tópico e pede que os alunos discutam sobre o assunto”, conta.

Segundo Rodrigo, essa experiência reforçou a sua opção por trabalhar com engenharia ambiental. “Eu aprendi novas formas de pensar dentro da minha área”, diz. Ele lembra que desenvolveu uma série de projetos marcantes durante o intercâmbio,  mas que os principais foram aqueles em que ele pôde relacionar os seus estudos na Suécia com o Brasil. “Cursei uma disciplina sobre gestão de resíduos. No trabalho final, eu e uma amiga brasileira fizemos um estudo sobre a influência dos catadores de lixo no país e fomos muito elogiados.”

Embaixador – Antes mesmo de embarcar para a Suécia, Rodrigo havia se candidatado – e sido aprovado – a atuar como embaixador internacional da universidade que estudou por lá, a KTH (Instituto Real de Tecnologia). A função incluía produzir conteúdo sobre a instituição e a cultura sueca para outros intercambistas.

O estudante criou, além de um blog, canais no Youtube em inglês e português – que atualiza até hoje. Lá, é possível assistir a vídeos sobre o dia-a-dia em Estocolmo e diários das viagens que ele fez pela Europa. “Como me tornei embaixador, criei uma relação próxima com o diretor da minha faculdade, com quem ainda mantenho contato”, diz.

Agora, os planos de Rodrigo são formar-se na Unesp e candidatar-se a um mestrado no exterior. “Quero fazer pós-graduação em ecologia industrial, que era o foco das aulas do meu intercâmbio”, diz. “Tenho certeza que a minha experiência na Suécia vai ajudar na candidatura. Primeiro porque o meu inglês melhorou muito. Além disso, posso falar, na carta de motivação, sobre todos esses projetos que desenvolvi na Suécia, como o blog da universidade e o canal no Youtube.”

Para ter mais informações sobre intercâmbio na Suécia, visite este site (em inglês). Quase todos os cursos de graduação no país são oferecidos em sueco, então muitos intercambistas, como Rodrigo, acabam fazendo aulas do mestrado, que possui mais opções em inglês. A taxa anual de uma pós-graduação na Suécia é de cerca de US$ 9.300 para alunos internacionais. Universitários, mesmo estrangeiros, podem trabalhar por lá enquanto estudam.

Foto: KTH / Crédito: divulgação

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