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14.06.13

I wanna be a freshman: Perfil ideal

I wanna be a freshman: Perfil ideal

Confira a coluna de Renan Ferreirinha, calouro de Harvard e aprovado em mais 7 universidades top dos Estados Unidos

Por Renan Ferreirinha, calouro de Harvard 

Aplicar para uma universidade americana não é uma decisão que se toma do dia para noite. Diversos fatores colaboram para isso e nos impulsinam a querer estudar fora do país. Alguns se sentem atraídos pela oportunidade de ter uma experiência multicultural, o que convenhamos ser muito justo para um povo que convive basicamente com o português da padaria e o chinês da pastelaria. Outros se encantam pela flexibilidade acadêmica. Dizem que não sabem o que querem ser, assim querem se aventurar por diversas áreas de conhecimento. São aqueles que começarão estudando Economia e Ciências Políticas, passarão por Filosofia e Música e terminarão formados em Antropologia e Literatura Inglesa. Então, quando tudo parece um mar de flores, surge aquela clássica pergunta: mas será que eu tenho o perfil para aplicar para uma universidade americana?!

Muitas pessoas vão te dizer que para ser aceito você precisa ter no mínimo tantas medalhas em olimpíadas. Outras vão te falar que para receber a tão esperada carta de admissão é necessário apresentar várias leadership qualities, isto é, ser um líder nato . Para ser mais preciso, aquele indivíduo que é presidente do grêmio, valedictorian (orador da turma), capitão do time de futebol, diretor do clube de empilhamento de copos artesanais, etc. Você vai ouvir também que sem trabalho comunitário não passa ou que se não tiver algum talento artístico pede para sair.

A verdade é que não há um perfil ideal, nem uma fórmula de bolo para ser aceito. É claro que todas essas qualidades e conquitas são bem vistas pelos admissions officers. Até porque qual universidade não quer contar com um aluno que tenha um vasto currículo acadêmico, que tenha facilidade em comandar pessoas, que esteja seriamente preocupado com sua sociedade ou que saiba atuar, cantar ou tocar algum instrumento?

A questão aqui é mostrar que existem inúmeros “perfis” e todos eles são muito bem vistos pelas universidades. O segredo é apostar na coerência e na autenticidade. O application é um longo processo, com diversas etapas, assim as chances de alguma mentira ou exagero serem pegos são imensas. Portanto, não faz sentido pretendermos ser alguém que não somos.

Agora, eu gostaria de te convidar a fazer uma autorreflexão da sua vida e de pensar: por que eu receio tanto em aplicar? Por que eu cismo em me comparar com outras pessoas e desmereço tanto minhas qualidades? Por que eu não paro de mirabolar sobre o perfil ideal e não foco em aprimorar meus pontos fortes? Possivelmente o perfil que as universidades estão procurando seja o seu. Logo, confie em você, confie no seu perfil e se exponha a esse processo tão magnífico que é o application.

Então, após um ano e meio de dedicação ao application, estou indo morar nos Estados Unidos, especificadamente na cidade de Cambridge, perto de Boston. Estudarei em Harvard por quatro anos, onde, a princípio, eu pretendo cursar Economia e Ciências Políticas. Digo a princípio, pois quem sabe eu não me encanto por Dostoevsky e decido estudar “Literatura e Cultura dos Povos Eslavos”. Escreverei semanalmente para o Estudar Fora e espero que meus textos possam te ajudar a entender melhor o processo do application e como eu encarei e sobrevivi a cada etapa desta aventura.

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Renan Ferreirinha é colunista do I wanna be a freshman 

Harvard 13 (1)Sou ex-aluno do Colégio Militar do Rio de Janeiro. Sou cavalariano. Sou flamenguista roxo. Mas não só isso. Sou um potencial economista e cientista político. Sou professor de inglês no projeto Somar. Sou de São Gonçalo (que não é um bairro de Niterói, muito menos fica na Baixada Fluminense). Sou apaixonado por educação e empreendedorismo. Sou freshman em Harvard. E agora, sou escritor do Estudar Fora e responsável pela coluna I wanna be a freshman (tradução de “Eu quero ser um calouro”).

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