Um Projeto: Fundação Estudar

Estudar fora te deixa mais esperto

Por Lecticia Maggi
07.05.2014

Pesquisa da escola de pós graduação em negócios INSEAD mostra que quem estuda ou trabalha em outro país desenvolve o pensamento crítico e fica mais criativo


Para quem ainda tinha dúvidas se valeria a pena estudar em outro país, uma pesquisa da escola de pós-graduação em business INSEAD, com campi na Europa e Ásia, vem comprovar cientificamente os benefícios da experiência.

Um estudo conduzido por Willian Maddux, PhD em psicologia social e professor da disciplina de comportamento organizacional na INSEAD, mostra que quem estuda ou mora fora volta para seu país de origem com capacidade para pensar de forma mais complexa e criativa, tornando-se mais esperto. Como consequência do desenvolvimento dessas habilidades, possui também mais chances de obter sucesso profissional. As informações sobre o estudo foram publicadas pela revista TIME.

Maddux pesquisou alunos matriculados em um programa internacional de MBA e constatou que o engajamento multicultural de cada um, ou seja, a capacidade que demonstravam de se adaptar a novas culturas e aprender sobre elas indicavam o quão complexo seu pensamento seria. Em outras palavras, os estudantes que estavam abertos a culturas estrangeiras mostraram-se capazes de conectar melhor ideias distintas ou contraditórias.

Segundo Maddux, o engajamento multicultural de cada um foi um preditivo também do número de ofertas de trabalho que receberiam ao término do mestrado. “As pessoas que têm vivência internacional mostram-se mais criativas e melhores solucionadoras de problemas, sugere nossa pesquisa. Além disso, têm mais chandes de desenvolverem novos negócios e produtos e de serem promovidas”, afirma.

Outro estudo — Maddux não está sozinho na empreitada de descobrir os benefícios de morar fora. David Therriault, professor de psicologia educational na Universidade da Flórida, também conduziu um estudo sobre o assunto. Ele dividiu uma sala de estudantes de graduação em três grupos — aqueles que tinham estudado no exterior, aqueles que pretendiam um dia estudar fora e, por fim, aqueles que nunca tinham morado em outro país e nem planejavam — e aplicou um teste de pensamento criativo. Adivinhem qual foi o resultado? Pois é, aqueles já haviam estudado fora obtiveram o melhor desempenho.

Vale esclarecer, entretanto, que não basta apenas sair do país para ficar mais esperto. Conforme os especialistas, o que vai definir se uma pessoa se tornará mais flexível e criativa ao estudar no exterior é a sua capacidade de se abrir ao novo e de aprender com outras pessoas e culturas.

 

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