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Estudante brasileira é premiada após descobrir mais de 25 asteroides em programa da NASA

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Estudante brasileira é premiada após descobrir mais de 25 asteroides  em programa da NASA
Verena Paccola segurando a medalha que recebeu na 18ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Foto: arquivo pessoal.

A aluna do segundo ano medicina da Universidade de São Paulo Verena Paccola foi reconhecida na 18ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) após encontrar 25 novos asteroides. A descoberta foi feita junto ao programa Caça Asteroides (MCTI), realizado em parceria com o International Astronomical Search Collaboration (IASC), da Agência Espacial Americana (NASA).

No evento, estiveram presentes o diretor do IASC e fundador do programa, Patrick Miller, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, astronauta Marcos Pontes, a coordenadora do programa no Brasil, Agna Baldissarelli, além de professores e outros estudantes. Antes de ingressar na USP, Verena Paccola foi uma das participantes do Prep Estudar Fora.

 

 

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Trabalhando junto à NASA

A decisão de Verena por participar do IASC aconteceu enquanto ela se preparava para o vestibular de medicina, em 2019. Para o Jornal da USP, Verena conta que, na época, “precisava estudar algo além dos conteúdos do ensino médio” quando ficou sabendo da oportunidade de caçar asteroide.

Verena Paccola e o coordenador do IASC, da NASA, Patrick Miller, durante a 18ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Foto: arquivo pessoal.

“Me inscrevi e fiz o treinamento online para aprender a analisar uma sequência de imagens do Universo”. O programa conta com um treinamento realizado pela NASA que ensina os participantes a procurar e reconhecer novos asteroides através de imagens enviadas.

Sobre o achado, Verena conta que descobriu “mais de 25 asteroides e pelo menos um deles é classificado como muito importante”. O corpo celestial encontrado “faz parte de um grupo que é chamado de fraco, se movimenta mais devagar e pode colidir com a Terra”.

A descoberta aconteceu em 2019 e permitirá que ela dê nomes para os asteroides encontrados. “Agora, a Nasa está colhendo mais dados e irá analisar a órbita do asteroide para verificar qual é a probabilidade de colisão com a Terra e quando isso ocorreria”.

O interesse pela ciência é antigo

Verena conta que o interesse pela ciência vem desde criança. “Minha madrinha fazia pesquisa e tinha um microscópio velho que me deu”. Na época, ela o levava para a escola em dias que as crianças podiam levar brinquedos para a escola e colocava formigas e folhas de árvore para analisar.

“Isso marca muito a minha história, porque eu me considero cientista desde então. Para mim, ser pesquisador é quando você começa a buscar as respostas para as perguntas sobre o mundo”.

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Sobre a estudante

Atualmente no segundo ano da graduação, a área que mais chamou a atenção da estudante, até o momento, foi a de neurocirurgia. “O centro cirúrgico é a área que eu mais me apaixonei, até hoje. Tudo me guia para essa área, mas pode ser que eu mude no decorrer da graduação. Estou aberta a oportunidades”.

Antes de ingressar no curso de medicina da USP, ela passou pela Universidade da Columbia Britânica, do Canadá, participou de uma pesquisa na área de Neurociência Computacional para pessoas com Transtorno do Espectro Autista, no Hospital Albert Einstein.

Premiação na 18ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Foto: MCTI.

Sobre a 18ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

No evento 18ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que ocorreu no último dia 9 de dezembro em Brasília, o diretor do IASC, Patrick Miller, contou que criou o programa no próprio escritório, no Texas, em 2016. “Desde aquele momento o programa cresceu e hoje está em 18 países. O Brasil nesse ano teve vários times participando e nos próximos teremos mais e mais estudantes”.

*Com informações do Jornal da USP e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações

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