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22.07.13

Dominando o GMAT: Desmistifique o exame!

Dominando o GMAT: Desmistifique o exame!

Conheça tudo sobre o principal teste para admissão em MBAs no exterior na nova coluna do Estudar Fora, com o especialista Paulo César Moraes

Por Paulo César Moraes – sócio fundador da Philadelphia Consulting

Definitivamente a informação é a nossa melhor aliada! Tendo lidado com a grande ansiedade e com muitas concepções errôneas dos mais de 3500 alunos brasileiros durante os meus 17 anos treinando para o GMAT, vejo o esclarecimento como um meio principal de reduzir a apreensão e canalizar a energia para um desempenho de sucesso nesta prova.  Vamos desvendá-la!

Testar para direcionar e avançar

Testar e avaliar, para então melhor direcionar e maximizar habilidades tem sido um dos grandes pilares da cultura educacional estadunidense. A utilização de testes padronizados, os quais medem alunos de maneira objetiva e uniforme, é rotina em toda a cadeia educativa, desde o ensino fundamental até os cursos de doutorado. O objetivo é verificar o desempenho e/ou conhecimento do aluno para melhor orientá-lo em sua carreira educacional, e em muitos casos, classificá-lo para avançar em processos seletivos que requeiram avaliações extremamente sensíveis para filtrar os mais aptos dentre o grupo de participantes.

Historicidade do GMAT

O GMAT, Graduate Management Admission Test, administrado desde 1954, é o teste mais apropriado e pleiteado para as áreas administrativas, pois tanto seu design quanto seu nível de desafio nas várias áreas o caracteriza como eficaz ferramenta e ponto de partida para a avaliação no processo seletivo dos cursos de MBA mais ambicionados internacionalmente. Administrado em 110 países, e utilizado no processo seletivo de mais de 5800 cursos da área de negócios, o GMAT é enfrentado por aproximadamente 250.000 candidatos anualmente em todo o mundo.

A organização responsável pelo GMAT é o GMAC, uma organização internacional sem fins lucrativos, cujo padrão de excelência na área de negócios é notável, e que reúne a escolas líderes no campo de treinamento de pós-graduação em administração. Embora severamente questionado, o GMAT prevalece como uma ferramenta singular para triar os melhores candidatos que uma vez parte dos melhores cursos de MBA, serão os líderes que impactarão empresas, economias e até países.

O que o GMAT testa?

Diferente de vários testes padronizados, cujas notas se elevam proporcionalmente ao acúmulo de conhecimento, o GMAT é peculiar em sua elasticidade, pois avançando além do conteúdo predeterminado, que pode e deve ser treinado especificamente para a prova, o teste mede principalmente o raciocínio lógico, a precisão de desempenho e a velocidade deste raciocínio nos moldes verbal e quantitativo, habilidades estas que já foram desenvolvidas durante a vida acadêmica do candidato. Portanto, cada candidato deverá buscar aplicar o raciocínio desenvolvido em sua trajetória educacional, familiarizando-se e treinando nos moldes propostos pelo GMAT, e descobrindo assim o seu potencial máximo na prova. Em consenso geral, há mais de meio século o GMAT mede de maneira exemplar as habilidades presentes dos candidatos em relação às habilidades necessárias para sucesso dos mesmos em cursos de MBA e na carreira.

Encarar uma prova como esta é por a prova toda a destreza educacional no processo mais desafiador até então vivido pelo candidato. Em contrapartida, uma nota alta no GMAT, aliada a um forte perfil de application, abrirá oportunidades para outros desafios nas melhores escolas de negócios, além de poder contribuir para a obtenção de uma bolsa de estudos por mérito!

Formato e conteúdo da prova

Sendo um teste de múltipla escolha e adaptativo, o GMAT detecta o nível do candidato no início das partes quantitativa e verbal, e então adapta-se a este, mantendo-o até a conclusão do teste e determinando a nota final. A prova apresenta a seguinte estrutura:

Quadro GMAT

 

– a seção de redação analítica mede a habilidade do candidato de criticar um argumento de forma estruturada, apontando falhas e minando as premissas. O maior desafio é escrever um texto crítico, preciso e estruturado, com aproximadamente 450 palavras em 30 minutos.

– a seção de raciocínio integrado mede a habilidade do aluno de sintetizar, combinar, organizar, e avaliar informações de várias fontes, tais como gráficos, tabelas e textos, demonstrando raciocínio treinado para discernir informações e chegar a conclusões no mundo de negócios de hoje; o maior desafio é ser versado em absorver informações apresentadas em formatos inusitados e em aplicar bom senso na avaliação de informações múltiplas.

– a seção quantitativa lida com temas matemáticos que os brasileiros aprenderam durante o ensino médio, e o maior desafio é a agilidade para terminar as 37 questões dentro do tempo proposto. Agilizadores são fundamentais para sucesso nesta seção.

– a seção verbal lida com interpretação de texto, raciocínio lógico dedutivo e indutivo aplicado e discernimento gramático-estrutural da língua inglesa; o maior desafio é o aluno ter o domínio do idioma inglês suficiente para demonstrar a precisão de seu raciocínio verbal nos moldes testados.

Tecnicalidades

– o GMAT é oferecido durante o ano todo, diariamente durante a semana (salvo feriados e datas festivas) no período da manhã ou à tarde, ao custo de 250 dólares (já inclui o envio para 5 escolas a serem determinadas no dia do exame); pode-se retomar o GMAT até cinco vezes no período de 12 meses com um intervalo mínimo de 31 dias entre as provas; normalmente é necessário inscrever-se para a prova com uma semana de antecedência; no Brazil e o teste é oferecido nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife e Brasília; algumas cidades podem apresentar restrições de datas, tornando necessária maior antecedência na inscrição. Veja onde se matricular AQUI.

– a despeito do que foi feito no passado, após a adoção do formato adaptativo em 1998, as faculdades não mais fazem a média das provas do candidato (quando este toma mais que uma), mas consideram a sua maior nota para o processo de seleção, seja ela a primeira, a segunda ou terceira, não importa; é normal para um aluno internacional tomar duas provas;

– A pontuação do GMAT vai de 200 a 800 pontos, sendo resultado do desempenho das partes quantitativas e verbais igualmente e informada imediatamente ao término da prova; as notas da Redação (de 0 a 6 pontos) e da seção de Raciocínio Integrado (de 1 a 8 pontos) são informadas após alguns dias, por e-mail e não impactam na pontuação geral (200-800) já definida anteriormente;

–  Não é permitido o uso de calculadora durante a sessão de matemática;

– Não é possível pular questões durante a prova de verbal e quantitativa, pois a próxima questão só será fornecida mediante a confirmação da resposta da questão que está sendo resolvida;

– Recomenda-se não deixar questões em branco no final da prova (por falta de tempo), pois tal prática afeta negativamente a nota.

– Questões erradas não implicam em descontos de questões corretas.

– Devido a inúmeras fraudes, tanto na tentativa de acessar o conteúdo da prova para então compartilhá-lo com pessoas que tomariam a prova subseqüentemente, quanto na troca de identidade de uma pessoa por outra para tomar a prova, existe um sistema de segurança desde a inscrição até o dia do exame, ocasião em que exige-se um documento de identidade atualizado e  a coleta de impressões digitais para confirmação.

Dicas iniciais de estudos

– o erro mais comum entre os alunos brasileiros é comprar livros de GMAT e completá-los na íntegra, sem nenhum critério, desperdiçando o material pela utilização errônea, resultante da falta de esclarecimento quanto ao próprio nível e quanto à fase ideal da preparação para utilização do material e maximização de resultado. O primeiro passo é buscar entender o seu nível de desempenho atual na prova em relação à média do GMAT publicada por cada universidade contemplada. O aluno deve buscar entender o seu nível ou através de um teste diagnóstico oferecido em um centro de preparatório de GMAT, com a sua devida devolutiva e orientação, ou usar o teste diagnóstico disponível no livro oficial, acesse AQUI.

– em geral, os alunos brasileiros devem com certeza buscar um embasamento na parte verbal e quantitativa antes de praticarem com as questões oficiais da prova.

– todos alunos têm desafio com o tempo da prova! O GMAT é inclusive uma prova de gerenciamento de tempo, e este componente é determinante na nota. Conseqüentemente, para a maioria dos alunos brasileiros existe a necessidade de um planejamento de estudos ritmado, disciplinado, e intenso para o treinamento do raciocínio e bom desempenho na prova. Estudos de 3 a 6 meses são normais, período em que a prática de simulação de 20 a 25 provas completas se faz necessária para a maximização do raciocínio do aluno.

– uma nota de pelo menos 700 pontos, média das escolas líderes e objetivo inicial dos candidatos, é geralmente composta por um percentile de 85 na matemática e 79 no verbal para os brasileiros, visto que estes têm maior facilidade de pontuar na parte quantitativa, onde vários gabaritam a prova. Portanto, nosso grande desafio é geralmente a parte verbal, que, diga-se de passagem, é uma prova preparada para falantes nativos com procedência acadêmica em língua inglesa, e que portanto desafia o domínio do brasileiro no idioma aplicado ao raciocínio verbal da prova.

Mais detalhes sobre como se preparar para as partes da prova e entender o seu processo de adaptação serão apresentados nos próximos artigos. 

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Paulo César Moraes – Colunista sobre GMAT e orientação para MBA no exterior 

Paulo CesarDr. Paulo César Moraes Oliveira é sócio fundador da Philadelphia Consulting, empresa que desenvolveu uma metodologia específica para treinar e maximizar alunos brasileiros nas provas de TOEFL e GMAT, e que atua nessa área desde 1996. Dr. Paulo César é também membro da AIGAC, instituição internacional que regula e aprimora o trabalho de consultores em pós-graduação, e, juntamente com seu time de editores, orienta no processo de MBA Admissions das principais escolas internacionais. Ele residiu nos Estados Unidos por nove anos,  estudando na Bob Jones University, onde obteve os graus de mestre e doutorado em educação  e trabalhou no BJU Testing Center. Sua dissertação de doutorado, publicada no ERIC Educational Journal, foi  sobre o desenvolvimento do raciocínio lógico. É casado com Neusa Maria, sua sócia na consultoria, e tem dois filhos, Felipe Eugênio e Stephanie Eugênia, ambos universitários nos Estados Unidos. Conheça mais da Philadelphia Consulting AQUI.

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