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23.09.14

A importância das cartas de recomendação na seleção para pós

A importância das cartas de recomendação na seleção para pós

Especialistas são unânimes: "Escolha pessoas que o conheçam bem e que possam falar de projetos específicos que você desenvolveu". Veja outras dicas!

Quem devo escolher? Como instruo essas pessoas? Sobre o que elas devem falar? Essas são algumas das dúvidas que afligem candidatos a cursos de pós-graduação no exterior quando o assunto é cartas de recomendação. Em geral, as instituições solicitam de dois a três documentos deste tipo.

No caso das candidaturas a mestrados acadêmicos, as cartas tendem a ser de professores. Já para mestrados profissionais e MBAs, o recomendado é mesclar cartas de professores e de profissionais que conviveram de perto com você, como um supervisor de trabalho. “O mais importante é que as pessoas selecionadas o conheçam bem e possam falar de projetos específicos que você desenvolveu. Uma boa carta de recomendação é pessoal e intransferível”, afirma Marta Bidoli, diretora do EducationUSA Advising Center, organização do governo dos Estados Unidos que fornece orientações sobre estudos no país.

Saiba como deve ser uma boa carta de recomendação:

Objetivo
A faculdade quer conhecer mais a fundo o candidato e saber como outras pessoas o enxergam.

Estrutura
A carta feita por um chefe de trabalho, por exemplo, deve explicitar as  características pessoais do candidato, suas principais atividades e responsabilidades na empresa e como contribuiu para o crescimento da organização. É indicado finalizar o texto com uma recomendação: “Por tais e tais motivos, recomendo…”.

Formas de envio
Algumas universidades aceitam cartas escritas a mão, desde que originais. O mais comum é enviá-las digitalmente. Neste caso, na hora de fazer o application (candidatura), o candidato coloca o e-mail das pessoas que escolheu para essa tarefa.

É possível ter acesso prévio aos documentos?
Sim, mas não é recomendado. “O aluno é questionado se teve acesso às cartas. Quem coloca não, ganha um ponto a mais, pois mostra que teve confiança em quem escreveu. Os brasileiros sempre tentam dar um jeitinho de ver e dizer que não viram. Eticamente, não aconselho isso. Se preferir ler antes, seja sincero e assuma”, afirma Marta.

DESAFIOS COMUNS

1. A pessoa a quem você quer pedir a carta não fala inglês.
Solução:
peça a carta em português e leve-a para um serviço de tradução simples ou juramentada.

2. Você está formado há muitos anos e não tem contato próximo com os antigos professores.
Solução:
Escolha um professor com quem desenvolveu um projeto mais longo e que terá algo interessante a dizer sobre você e marque um encontro para explicar a situação.

Dica de Marta Bidoli
“Como não temos a cultura de pedir cartas de recomendação no Brasil, é importante que o aluno explique ao professor, chefe ou quem quer que seja o escolhido a importância desse documento e como ele deve ser escrito. Fale sobre o curso que almeja e lembre-o de atividades importantes que desenvolveram juntos.”

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