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Ciência Sem Fronteiras só dará bolsas para universidades renomadas

Por Priscila Bellini

Criado pelo governo federal em 2011, o programa Ciência sem Fronteiras está passando por rediscussões e reformulações e terá como foco alunos de pós-graduação, abrangendo todas as áreas do conhecimento.

De acordo com informações do jornal britânico BBC, bolsas de mestrado poderão ser pleiteadas, assim como as de doutorado e de pós-doutorado. Com a mudança, os editais não ficarão restritos às áreas biológicas e exatas. A única restrição, portanto, será a excelência da universidade de destino – um critério que ainda não foi detalhado pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).

Como a Capes informou à BBC Brasil, “não haverá limitação por país, universidades e/ou cursos”. Ainda que tenha havido uma expansão nas áreas do conhecimento contempladas, não se sabe o número de bolsas oferecidas na nova edição do programa. Tudo depende do orçamento aprovado pelo Ministério da Educação, que pode garantir mais ou menos vagas lá fora.

Outro ponto importante, já destacado previamente pelo Ministro da Educação, Mendonça Filho, é a eliminação das bolsas voltadas à graduação. Isso alteraria bastante o perfil do programa, que concedeu cerca de 79% das suas bolsas a estudantes de graduação desde 2011. Por outro lado, o ministro havia declarado, em entrevista à Folha de São Paulo, que o financiamento das bolsas de pós-graduação “é bem-vindo e necessário”.

Ainda está em discussão a possibilidade de promover intercâmbios para alunos do ensino médio em escolas públicas, voltados para o aprendizado de idiomas. Seriam cursos de curta duração, realizados no período das férias escolares.

Editado em 03 de abril de 2017

O Ministério da Educação (MEC) informou que o programa Ciência Sem Fronteiras ficará restrito à pós-graduação, contemplando candidatos de cursos de mestrado e doutorado no exterior, além de estágio sênior. Segundo nota divulgada pelo ministério, “atualmente, a Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior] discute novas estratégias de internacionalização e apoio à excelência nas universidades”.

As justificativas apresentadas pelo órgão foram o custo elevado de manter estudantes fora do país e a existência de dívidas, que chegaram a deixar alunos no exterior “sem recurso”. Como o MEC destaca, a manutenção de um brasileiro em uma graduação no exterior chegava ao custo médio de 100 mil ao ano. “Só em 2015, o Ministério destinou R$ 3,7 bilhões para manter o Programa Ciência Sem Fronteiras – o mesmo valor investido na merenda escolar de 39 milhões de alunos da Educação Básica no país”, afirmou na nota.

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